
Amor é privilégio de maduros
estendidos na mais estreita cama,
que se torna a mais larga e mais relvosa,
roçando, em cada poro, o céu do corpo.
É isto, amor: o ganho não previsto,
o prêmio subterrâneo e coruscante,
leitura de relâmpago cifrado,
que, decifrado, nada mais existe
valendo a pena e o preço do terrestre,
salvo o minuto de ouro no relógio
minúsculo, vibrando no crepúsculo.
Amor é o que se aprende no limite,
depois de se arquivar toda a ciência
herdada, ouvida. Amor começa tarde.
Carlos Drummond de Andrade
4 comentários:
Olá Alda bom fim de semana, um beijinho Zenite
Olá Zizi, mas que surpresa!
Temos que tomar um café um dia destes...
Beijinhos e bom fim de semana!
Drummond de Andrade, sempre uma grande referência!
A.C. bem-vinda ao meu cantinho!
Obrigado!
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